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  www.lanceiros.web.pt - a 1ª pagina da Policia do Exercito na Web - Morte ou Gloria

Mouzinho de Albuquerque
 
Breve Descrição de Mouzinho de Albuquerque
 
Patrono da Cavalaria
Fotografia tirada em 1898
 
Este herói que a Pátria aguardava para ressurgir em glória, é Joaquim Augusto Mouzinho de Albuquerque, nascido em 12 de Novembro de 1855.
Com ele, Portugal vive, de novo, a grande epopeia da conquista. Com ele e com esse punhado de valentes que têm o nome de Paiva Couceiro, Caldas Xavier, Freire de Andrade, Ayres de Ornelas, Rodrigues Galhado..., a fé e o império ganharam mais alto significado e o mundo reaprendeu a admirar o valor e missão da nossa raça. Sim, quando o heróico Mouzinho veio ao mundo era um mendigo vestido com  farrapos de ouropéis, esgotado por combates sem grandeza, saudoso já das promessas de um futuro sublime que rasgaria névoas.
Como relâmpago de bela profecia, Joaquim Augusto é baptizado no mosteiro da
batalha, ali, onde a terra estremenha ainda não esqueceu o tropear dos pujantes cavalos de guerra, o grito dos chefes animando as hostes, o arrepio viril das bandeiras e guiões, o fero estampido dos castelhanos trons, o clangor das trombetas, o gemido pungente dos feridos e o silêncio dos mortos. Ali, onde Portugal pôde agradecer a Deus, numa maravilhosa oração de pedra, a vitória das armas que iria permitir-lhe, em breve, olhar para longe, onde o mar tem seu fim; que iria permiti-lhe a prodigiosa aventura Africana, a sua conquista para a fé e para a civilização.

Aos trinta e cinco anos, Mouzinho de Albuquerque é um distinto oficial de Cavalaria. Impetuoso e culto, de uma inteligência vivíssima e de uma modéstia encantadora. Tais virtudes fazem com que seja nomeado Governador do Distrito de Lourenço Marques por tempos agitados em que a ambição estrangeira pesava duramente sobre os nossos domínios de além-mar, recrutando traições de indígenas outrora fieis, espalhando a guerra e devastação. Eram poucos, os soldados Portugueses, em terreno quase desconhecido, de clima hostil, mas guiava-os a bravura dos chefes; guiava-os a consciência do seu alto dever para glória da Pátria. Somavam-se as vitórias magnificas:
Marracuene, Magul, Coolela... Em quantas a espada de Mouzinho relampejou ao sol escaldante, a rasgar caminho e infundir coragem!
 
Louvado pelos seus Comandantes, temido pelos seus inimigos, ei-lo que, em 1895, nos surge Governador Militar de Geza, pronto a realizar o fabuloso feito que é a prisão do Soba Gungunhana, terrível chefe de guerreiros Vátuas, ameaça sempre viva à nossa soberania naquelas vastas regiões moçambicanas.

É indescritível o júbilo que se apoderou de toda a nação, quando se soube da prisão do Gungunhana! Houve acção de graças na Igreja de Santa Maria de Belém, perante o rei, a corte, a nobreza e o povo, com os corações arrebatados de entusiasmo, os olhos marejados de lágrimas felizes. Do alto do púlpito, o Arcebispo de Évora é a voz de todo o Portugal agradecido: - <<Louvores mil, gratidão perenal, ao egr´rgio capitão cujo nome é bem que saia dos lábios, pois está enchendo de férvido entusiasmo os vossos corações - Mouzinho>> Quando o herói, em 1877, regressa à Metrópole, depois de ter ocupado os lugares de Governador Geral e Comissário Régio; depois de gloriosa campanha de Macontene, o calor das ovações não findara ainda. Tudo são recepções solenes, festejos populares, paradas e bailes palacianos. Chovem as condecorações, as honras, os discursos. Sua Majestade El-Rei D. Carlos digna-se nomeá-lo Aio do Príncipe Real D. Luís Filipe, Oficial-Mor da casa real e seu ajudante de campo efectivo. Mas Mouzinho entristece por detrás destas grades doiradas. Doiradas? Ilusão! Os políticos não tardam a estender as suas aracnídeas teias em torno deste homem de que temem a influência e invejam o prestigio. Mouzinho sofre as mesquinhas afrontas, vazio da corte, a chateza de uma cidade burguesa e pelintra.
Nascera para uma epopeia e não para a intriga de uma baixa comédia.
Bem soube retratar Afonso Lopes Vieira o seu glorioso patrício na Europa do seu tempo. <<Europa chata de caixeiros / e lojistas de Estado>>.

Mouzinho, num acto de desespero punha fim à existência, em Janeiro de 1902. Que Deus lhe perdoe a morte trágica, pelo muito que o homem padeceu ante a incompreensão da mediocridade; pelo muito que o herói soube realizar para a grandeza da Fé e do Império; pelo muito que Portugal lhe deve!
 
 
Monumento Equestre de Mouzinho de Albuquerque
Joaquim Augusto Mouzinho de Albuquerque, foi comissário régio da Colónia de Moçambique e considerado um grande herói, por ter consolidado a presença portuguesa nesta região de África.
 
Este monumento foi erigido frente ao Palácio Municipal, na ampla Praça Mouzinho de Albuquerque, considerada uma das mais belas da cidade de Lourenço Marques.
 
Ficou conhecido pelo "Herói de Chaimite"
O monumento, em pedra calcária, teve como autores o arquitecto António Couto e o escultor José Simões de Almeida.
Em 1975, algum tempo antes do dia da independência do território, as autoridades moçambicanas procederam ao desmantelamento das estátuas e símbolos do colonialismo.
 
Alguns daqueles símbolos, e porque fazem parte da história de Moçambique, foram preservados e podem hoje ser visitados nos jardins interiores da Fortaleza de Maputo na Praça 25 de Junho.
 
E é aí que podemos encontrar alguns dos elementos que integravam o monumento a Mouzinho de Albuquerque.
 
Foi inaugurado em 29 de Dezembro de 1940.
A estátua equestre de Mouzinho de Albuquerque, em bronze, tem 4,90 m de altura. Mouzinho traja o uniforme de campanha, montado sobre o célebre cavalo "Mike".
 
Daquele monumento, faziam ainda parte, uma alegoria simbolizando a "homenagem de Moçambique ao Herói", representada por uma austera figura feminina de 2,80 m de altura, afagando uma criança. Lateralmente encontravam-se dois painéis de bronze, cada um com 1,90 m por 2,80 m e ainda o brasão de armas da família Mouzinho.
 
Painel representando a "prisão de Gungunhana", da autoria de mestre Leopoldo de Almeida, vendo-se a figura de Mouzinho, acompanhado pelos companheiros da arrancada de Chaimite: Ten. Couto, dr. Amaral e Sanches de Miranda
Painel onde se destaca a figura de Mouzinho, montado no "Mike" em galopada, seguido do esquadrão e a carregar sobre os guerreiros do régulo Maguiguana, em Macontene.
 

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