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É com o eclodir
da guerra civil, no século passado, que aparecem os Lanceiros em Portugal,
através da criação do Regimento de Lanceiros da Rainha - Ordem do Dia de 7 de
Fevereiro 1833, no QG Imperial do Porto.
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| De início, esta
unidade foi essencialmente constituída por estrangeiros, sobretudo
ingleses, a soldo do Exército Liberal. Durante a Guerra Civil, o Regimento
revelou uma conduta brilhante, participando nos combates de Valongo,
Campanhã, São Mamede, Contomil, Leiria, Rilvas, São Brás, Ponte Pedrinha e
Ribeira de Arade, e nas Batalhas de Pernes, Almoster - onde a sua famosa
carga decidiu o desenlace da batalha - e Asseiceira, merecendo vários
elogios, donde se destacam os proferidos pelos Duques de Saldanha e da
Terceira. |
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| Após a vitória do
Exército Liberal, com a reorganização do Exército de 1834, o Regimento
viu a sua designação ser alterada para Regimento de Cavalaria n.º 2, embora
tenha continuado a usar a Lança como arma, instalando-se definitivamente em
Lisboa, no quartel onde ainda hoje se encontra e que até então fora ocupado
pelo Regimento de Cavalaria n.º 2, Miguelista, extinto pela mesma
reorganização. |
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Em Dezembro de 1835,
com o objectivo de ajudar a causa liberal espanhola, dois Esquadrões do
Regimento são integrados na Divisão Auxiliar a Espanha, comandados pelo
distinto e futuro comandante do Regimento, D. Carlos de Mascarenhas, tendo
brilhado mais uma vez nas operações
de Val de La Casa, Arlabam, Peña Cerrada - Salvatierra -, Zembrana, Concha e
principalmente Armiñon. |
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| Em 22 de Setembro de
1884, o Regimento insubordinou-se e, consequentemente, foi extinto em 27
do mesmo mês - Ordem do Exército n.º 16 de Setembro de 1884. |
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| A 1 de Outubro de 1884,
é recriado o Regimento de Cavalaria, fazendo uso do mesmo n.º 2, armas e
instalações - OE n.º 17 de 1 de Outubro de 1884. |
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Em 1888, D. Luís I
ordenou que o Regimento passasse a designar-se por Regimento de Cavalaria
n.º2 do Príncipe D. Carlos, numa homenagem ao príncipe herdeiro, facto este
que, com a subida daquele ao trono, levou a que dois anos mais tarde se
alterasse de novo a designação para Regimento de Cavalaria n.º 2 - Lanceiros
D’El - Rei. |
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| despertar colonial nos
finais do século XIX e as ameaças às nossas colónias, obrigaram ao envio de
forças do Regimento em expedições à Índia em 1896 e a Moçambique em 1901. |
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| Com a implantação da
República em 1910, apesar de ser então considerado o Regimento mais
aristocrático do País, e de durante a Revolução se ter batido ao lado das
forças monárquicas, a Unidade não foi extinta, tendo apenas voltado à
designação de Regimento de Cavalaria n.º 2, com a reforma do Exército de
1911. |
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| Eclodir da I Guerra
Mundial e a posterior entrada de Portugal no conflito, mobilizou um
grupo de Esquadrões deste Regimento que viriam a integrar o corpo
expedicionário enviado à Flandres. O Ministro da Guerra louvou a força “pela
forma correcta e reveladora do notável zelo com que se apresentaram”. A
imposição das circunstâncias do teatro de operações, obrigou à renúncia do
tradicional emprego com sub-unidades montadas, o que não impediu que na
Guerra de Trincheiras, os homens deste Regimento brilhassem uma vez mais. |
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| Durante a década de
quarenta, com a dotação de novos equipamentos motorizados, o Regimento
evolui no sentido de se constituir como Unidade Blindada de Reconhecimento,
equipando-se inicialmente com a Auto- metralhadora Humber, e já na década de
cinquenta, com carros de combate ligeiros M5 Stuart. |
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| Em 1948 o Regimento
readquire o direito de ter na sua denominação oficial a menção da sua arma
tradicional, passando a intitular-se Regimento de Lanceiros n.º 2. |
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Com a criação da
Polícia Militar em 1953, sendo a sua missão atribuída ao Regimento,
cumulativamente com as tradicionais da arma, iniciou-se por essa altura, com
a constituição de uma Companhia de Polícia Militar, um serviço que se
estende até aos nossos dias, e que gradualmente foi vinculando o regimento à
específica missão da Polícia Militar. Neste âmbito, durante as campanhas do
Ultramar de 1961 a 1975, sessenta e sete Companhias de Polícia Militar a
cinquenta e quatro Pelotões de Polícia Militar, num total de cerca de oito
mil homens foram mobilizados para as diferentes Províncias Ultramarinas,
muito contribuindo para os êxitos alcançados pelo Exército Português,
prestando inegáveis e prestigiosos serviços que honraram as tradições do
Regimento.
Disso são testemunho os seus mortos e feridos em campanha, as referencias
elogiosas, os vários louvores e a condecoração da CPM8247 com a Medalha de
Ouro de Serviços Distintos com Palma. |
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| Na sequência da
revolução do 25 de Abril de 1974, o regimento vive uma fase de
instabilidade, a que, tal como em outras ocasiões anteriores, não será
alheia a sua localização geográfica, próximo dos centros de poder. A sua
designação, inclusivamente, volta a ser alterada em 1 de Abril de 1975 para
Regimento de Polícia Militar. |
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| Regresso à
estabilidade, a partir de 25 de Novembro de 1975,
permitem que a 9 de Fevereiro de 1976 a especialidade de Polícia Militar se
passe a designar por Polícia do Exército, com a consequente alteração do
nome do Regimento, para Regimento de Lanceiros de Lisboa, tomando o nome da
cidade onde está aquartelado há século e meio. Finalmente, na reorganização
do Exército de 1993, a sua designação regressa à forma numérica tradicional,
voltando a ser o Regimento de Lanceiros n.º 2. |
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lucrativos, apenas pretende divulgar o gosto e orgulho de um dia ter
pertencido ao Regimento de Lanceiros Nº2 |
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