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Mouzinho de Albuquerque
 
Historial Militar de Mouzinho de Albuquerque
 
O Patrono da Cavalaria
 

Por determinação do Governo da Nação, foi considerado Patrono da Cavalaria Portuguesa o Major de Cavalaria Joaquim Augusto Mouzinho de Albuquerque

Joaquim Augusto Mouzinho de Albuquerque, filho de José Diogo Mascarenhas Mouzinho de Albuquerque, Major Engenheiro, e de Dona Maria Emília Pereira da Silva Bourbon Mouzinho de Albuquerque, nasceu aos 10 de Novembro de 1855 na Quinta da Várzea, freguesia e concelho da Batalha, distrito de Leiria.

Iniciou em 23 de Novembro de 1871 a sua carreira militar, assentando praça voluntariamente no Regimento de Cavalaria nº4; frequentou seguidamente a Escola Politécnica, ingressando a seguir na Escola do Exército, onde completou o curso da Arma de Cavalaria, para a qual é promovido a Alferes em 27 de Dezembro de 1876, sendo colocado no Regimento de Cavalaria nº8; no ano seguinte voltou ao Regimento de Cavalaria nº4 e em 6 de Outubro de 1880 foi transferido para o Regimento de Cavalaria nº6.

Entretanto, desde Outubro de 1879, que se encontrava de licença para estudos, frequentando as Faculdades de Matemática e de Filosofia, da Universidade de Coimbra, actividade que teve de interromper em princípios do ano lectivo de 1882-83, em virtude de ter sofrido uma lesão no joelho esquerdo numa queda de cavalo; só em Março de 1884 voltou a ser considerado pronto para todo o serviço e colocado no Quartel General da 1ª Divisão (Lisboa).

Por decreto de 31 de Outubro de 1884 foi promovido a Tenente e colocado, como regente de estudos, no Colégio Militar, cargo que exerceu até 3 de Novembro de 1886, data em que foi promovido a Capitão. Embarcou para a Índia, por ter sido nomeado chefe da fiscalização governamental do caminho de ferro de Mormugão. Em 1888 foi nomeado Secretário do Governo Geral da Índia.

Em Junho de 1890 embarcou na Índia a fim de assumir o Governo do Distrito de Lourenço Marques, de que tomou posse em 10 de Julho de 1890; em princípios de 1892 regressou à Metrópole, apresentando-se de regresso do Ultramar em 21 de Abril; em 30 de Setembro do mesmo ano foi colocado no Regimento de Cavalaria nº8 donde, algum tempo depois, voltou ao Regimento de Cavalaria nº4. Em Dezembro de 1894, foi transferido para o Regimento de Lanceiros 1, onde lhe foi atribuído o comando de um Esquadrão que naquela Unidade estava a ser constituído para fazer parte da expedição militar a Lourenço Marques, então em organização. Embarcou em Lisboa em 15 de Abril de 1895, com o seu Esquadrão, desembarcou em Lourenço Marques em 6 de Junho e, logo a 15 do mesmo mês, foi mandado seguir para Inhambane, para se colocar na Coluna Norte (do comando do Coronel Galhardo e da qual faziam parte Gomes da Costa, Eduardo Costa, Aires de Ornelas, Passos e Souza, etc.). Seguiu toda a acção desenvolvida e toma parte nos combates de Coolela, em 7 de Dezembro de 1895 e de Manjacaze, em 11 do mesmo mês, com o qual considerou então encerrada a campanha, devendo as Tropas Expedicionárias regressar à Metrópole.

O Capitão Mouzinho de Albuquerque ofereceu-se para continuar em Moçambique, sendo nomeado Governador do Distrito Militar de Gaza, então criado nos limites dos territórios nacionais; e em 15 de Dezembro de 1895, saiu de Lourenço Marques para assumir o seu novo cargo, dirigindo-se dali directamente, em Reconhecimento e acompanhado por uma ligeira força de cerca de cinquenta homens, sobre a região de Languene, a fim de obter informações acerca do paradeiro do famoso Régulo Gungunhana, chefe da revolta contra a soberania portuguesa. Obtidas aquelas informações, o Capitão Joaquim Mouzinho dirigiu-se resolutamente a Chaimite, que atingiu em 28 de Dezembro de 1895, depois de penosas marchas; entrou imediatamente, sem hesitações, no acampamento inimigo, onde se encontravam mais de três mil guerreiros negros, armados e equipados e, num rasgo de valentia inultrapassável, efectuou a prisão do terrível Gungunhana.

Foi então promovido a Major, por distinção, com antiguidade contada desde o célebre dia 28 de Dezembro de 1895, do seu extraordinário feito.

Em Janeiro seguinte foi mandado para a região de Maputo, a fim de restabelecer a nossa soberania, para onde se deslocou imediatamente à frente de um reduzido punhado de homens, tendo em princípios de Março cumprido a missão. Regressou a Lourenço Marques vitorioso, uma vez mais. Em 13 de Março de 1896, Joaquim Mouzinho é nomeado Governador Geral de Moçambique, cargo de que tomou posse a 21 do mesmo mês e no desempenho do qual se virá a confirmar um dos mais altos valores da administração ultramarina, em todos os tempos e em todo Mundo; sob seu habilíssimo impulso e orientação, a Província Ultramarina de Moçambique atingirá um desenvolvimento nunca alcançado - mas para isso e antes de mais nada, tornava-se indispensável garantir a paz e a ordem internas, assegurando-se a tradicional tranquilidade da soberania portuguesa naqueles vastos territórios; e o Major Mouzinho não relegou nem esqueceu, com as suas ocupações e preocupações da governação, as suas queridas actividades militares - nem deixaria ao cuidado de outrem essas actividades.

Assim, sem demoras, preparou detalhadamente a expedição contra os insubmissos Namarrais, organizando uma coluna sob seu comando directo, travando em 19 e 20 de Outubro de 1896, com os revoltosos, o combate de Mujenga, em que Mouzinho foi ferido.

Em 25 de Novembro de 1896 e em consequência das suas propostas sobre a governação da Província de Moçambique, foram-lhe reconhecidos por lei amplos poderes, atribuindo-se-lhe o alto título de Comissário Régio, equivalente a Vice-Rei.

Logo nos princípios de 1897, Mouzinho prosseguiu a campanha contra os Namarrais, batendo-se decisivamente nos combates de Naguema e de Ibrahimo.

Mas o poder Vátua não tinha desaparecido com a prisão de Gungunhana; o seu sucessor, Manguiguana, havia levantado numerosas tropas indígenas, bem armados e municiados, com as quais pretendia atacar directamente a sede do Governo.

Rapidamente, Joaquim Mouzinho reuniu os reduzidos meios de que dispõe e, sem esperar o ataque Vátua, dirigiu-se sem demora ao encontro das hostes de Manguiguana; em trinta e duas horas, em condições difíceis que só a sua tenaz persistência conseguia vencer, realizou a cavalo, acompanhado por uma reduzida escolta de meio-cento de cavaleiros, a célebre marcha de duzentos quilómetros, até ao Limpopo.

Em 21 de Julho de 1897, logo que ultimada a reunião dos seus reduzidos meios, Mouzinho avançou sobre a Região de Macontene, ao encontro deliberante do inimigo, com o qual estabeleceu contacto ao princípio da manhã. A Infantaria, a Artilharia e as Tropas da Marinha formaram rapidamente o "quadrado" de peitos portugueses, com a Cavalaria ao centro. Os guerreiros vátuas atacaram resolutamente a sua fácil presa; a desproporção do número de combatentes é mais do que de dez negros para cada português; mas estes defendem-se denodadamente, no propósito de venderem bem cara a vida. Ao fim de quase uma hora de violento fogo, o atacante mostrou uma pequena hesitação - e, fulminantemente, jogando tudo por tudo num golpe nitidamente à Cavaleiro, Joaquim Mouzinho, com um simples cavalo marinho na mão, precipitou-se galopando, à frente dos seus cinquenta cavaleiros, saindo do "quadrado" e carregando denodadamente o inimigo que fugiu espavorido perante tão inesperada e quão decisivamente valente erupção; é a vitória - mas o grande cavaleiro quer mais, quer melhor, quer mais completamente, quer à cavalaria: tudo. De novo, sem qualquer demora organizou a perseguição do Manguiguana, que é alcançado em 10 de Agosto de 1897, próximo de Mapulanguene. Cabe agora a vez aos portugueses, com Joaquim Mouzinho à frente, de atacar; e os Vátuas de se defenderem; uns e outros o fazem valente e tenazmente - o Manguiguana morre em combate, como consumado herói. Assim se completaram as árduas campanhas de ocupação e da pacificação da vasta Província Portuguesa de Moçambique.

Em 21 de Julho de 1897, logo que ultimada a reunião dos seus reduzidos meios, Mouzinho avançou sobre a Região de Macontene, ao encontro deliberante do inimigo, com o qual estabeleceu contacto ao princípio da manhã. A Infantaria, a Artilharia e as Tropas da Marinha formaram rapidamente o "quadrado" de peitos portugueses, com a Cavalaria ao centro. Os guerreiros vátuas atacaram resolutamente a sua fácil presa; a desproporção do número de combatentes é mais do que de dez negros para cada português; mas estes defendem-se denodadamente, no propósito de venderem bem cara a vida. Ao fim de quase uma hora de violento fogo, o atacante mostrou uma pequena hesitação - e, fulminantemente, jogando tudo por tudo num golpe nitidamente à Cavaleiro, Joaquim Mouzinho, com um simples cavalo marinho na mão, precipitou-se galopando, à frente dos seus cinquenta cavaleiros, saindo do "quadrado" e carregando denodadamente o inimigo que fugiu espavorido perante tão inesperada e quão decisivamente valente erupção; é a vitória - mas o grande cavaleiro quer mais, quer melhor, quer mais completamente, quer à cavalaria: tudo. De novo, sem qualquer demora organizou a perseguição do Manguiguana, que é alcançado em 10 de Agosto de 1897, próximo de Mapulanguene. Cabe agora a vez aos portugueses, com Joaquim Mouzinho à frente, de atacar; e os Vátuas de se defenderem; uns e outros o fazem valente e tenazmente - o Manguiguana morre em combate, como consumado herói. Assim se completaram as árduas campanhas de ocupação e da pacificação da vasta Província Portuguesa de Moçambique.

O herói regressou à Metrópole em princípios de Agosto de 1898, deixando ao seu sucessor no Governo da Província a obra "Moçambique", da qual se não pode dizer ser maior o seu valor técnico, do que o literário - mas se pode afirmar, sem Recreio de erro, constituir um dos mais altos e relevantes documentos das mais nobres, viris, dignas e cavaleiras virtudes que o homem jamais possuiu.

Meses depois, Mouzinho foi nomeado o Oficial-Mor da Casa Real, sendo-lhe confiada a educação do Príncipe D. Luíz Filipe, presumível herdeiro do trono.

Mas Joaquim Mouzinho, "Homem de um só parecer, de um só rosto, uma só fé", não poderia nunca ser um homem da corte; recto de alma , leal e corajoso de coração, cavaleiro dos quatro costados, não pode pactuar com a mentira, com a intriga, com a maledicência e a desonestidade com a falta de sentir patriótico e de ideais superiores que transcendem dos Palácios Reais e dos corredores dos Gabinetes, nessa vilíssima época de degradação e baixo interesse - e, depois de deixar ao seu Príncipe uma carta que, sendo o quinta-essência do seu pensar, ficou constituindo um Código de Virtudes. Em 8 de Janeiro de 1902, o Grande Cavaleiro - alma branca de pureza - galhardíssima valentia de herói sem medo e sem mácula, num grandioso sacrifício, com aquele poder de decisão de Chaimite e de Macontene - morreu, fiel a si próprio, deixando atrás de si uma exemplaríssima vida.

 

(Com a devida vénia do Portal do Exército Português)

 

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